
A Comissão Nacional da UNESCO, em parceria com a Câmara Municipal de Loures, promoveu, no dia 19 de junho, em Loures, uma conferência intitulada “Direitos Humanos e Desinformação – A educação como resposta à manipulação”.
Esta conferência teve como objetivo refletir sobre o impacto da desinformação no exercício dos direitos humanos, na qualidade do debate público e na confiança nas instituições democráticas, abordando ainda o papel da Inteligência Artificial e dos sistemas digitais na forma como os cidadãos acedem à informação, interpretam conteúdos e constroem a sua perceção da realidade.
Luís Santos, presidente do Conselho Diretivo do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), foi convidado a participar no painel temático dedicado à educação para uma cidadania informada, tendo-se focado na importância atual da escola para o desenvolvimento de competências cognitivas que dotem os jovens de espírito crítico para que sejam capazes de apurar a verdade e de sancionar o que é falso. Nesse sentido, relembrou que o pensamento crítico já é uma preocupação dos currículos escolares, em consonância com o documento de referência “Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória”. Todavia, importa ainda ir mais além, o que passa por “ter um currículo menos académico e mais virado para a ação” porque, conforme frisou, “o pensamento crítico requer ação”.
As diferentes intervenções deste dia reforçaram a urgência de se promover a cidadania crítica, informada e participativa, ajudando a criar sociedades mais democráticas, inclusivas e resilientes.
A Conferência pode ser revista através da seguinte ligação.
Publicado em 29 de Jun 2026


